Muitos vão torcer o nariz só de ler o título. Tenho visto que algumas Procuradorias Estaduais abrem seleção para assessores e para analistas, por concurso público. E os salários, em geral são bem atrativos: no meu Estado, por exemplo, chega a R$ 9.000,00. O contrato é temporário (o último edital previu 2 anos), mas alguns ficam depois do prazo, como assessores.
E não só Procuradorias entram na lista. Há também seleções para o MP, Defensorias (assessor), etc. É uma excelente forma de se aliar o estudo com a prática, pois o dia a dia de qualquer profissão jurídica tem suas nuances.
Da mesma forma os concursos para analistas de Tribunais Estaduais, Federais e TRT´s são excelentes oportunidades para ter um salário garantido todo mês, possibilitando custear materiais, passagens, etc.
A aprovação é construída a médio e longo prazos e além da questão financeira, o psicológico também sofre com as reprovações e com o esforço que, a principio, não traz resultados.
Nada impede, obviamente, que se faça carreira em um concurso considerado “meio” ou “escada” por muitos. Vejo isso onde trabalho: muitos desejam permanecer no órgão e aposentaram os estudos.
A ansiedade pela aprovação no cargo que almejamos e a dedicação intensa podem nos levar a desacreditar de nós mesmos (autossabotagem), pois os resultados podem demorar a surgir. E nesse meio tempo ocorre uma infinidade de situações que nos fazem repensar o rumo que tomamos.
Claro que a situação de cada um é diferente, mas estudar é uma atividade extremamente solitária e nossa mente, por mais motivado e preparado que estejamos, nos prega peças.
Sem mencionar que em um concurso desses o “networking” aumenta e, tendo contato com outros profissionais, pode haver indicação para outros cargos, até mesmo em outros órgãos. Vi isso acontecer muito quando trabalhava no TJ.
Temos que ser disciplinados, mas flexíveis. Às vezes perdemos oportunidades por estarmos olhando fixamente para a ilha, sem perceber o caminho que ainda falta trilhar para lá chegar.
